Sexta 10 Set 2010
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Comissão de Praxe

Corria o ano santo de 1911 e fundava-se a Universidade na Antiga, mui Nobre, sempre Leal e Invicta Cidade do Porto, com um

forte enraizamento nos moldes da tradição secular da Universidade de Coimbra.

Assim, também os costumes inerentes às tradições académicas foram assimilados no Porto, incluindo o uso de capa e batina (sendo esse uso na altura obrigatório, tendo como objectivo a uniformização dos estudantes, não deixando transparecer a sua posição sócio-económica). E isto resultou assim, não só devido ao peso histórico da Universidade de Coimbra de “per si”, mas também

motivado pela transferência de alguns estudantes de Coimbra para a recém-fundada Universidade do Porto, “transportando” para esta cidade toda a tradição coimbrã apreendida. Mas isto não significa que no Porto, já antes mesmo da fundação da Universidade, se não vislumbrasse algumas manifestações de vivência estudantil (académica) como relatam algumas gravuras da altura. Um exemplo disso foi a formação da Tuna Académica do Porto (hoje, Tuna Universitária do Porto) ainda no século XIX, mais precisamente em 1864, e cuja bandeira da própria Tuna data já desde 1900!...

Como se vê, desde muito cedo houve a preocupação nos estudantes de complementarem a sua acção formativa com algo que os pudesse unir ainda mais, e fomentar assim a convivência entre eles, não sendo alheia a formação do Orfeão Académico do Porto, (hoje, Orfeão Universitário do Porto) em 6 de Março de 1912, pouco tempo após a fundação da Universidade do Porto, p

ortanto.

Não se julgue contudo, que todo este processo foi pacífico ao longo do tempo. De facto, dado o regime político-social da época, os estudantes não eram vistos com bons olhos, devido à sua irreverência e ao seu nível de cultura, superior à média do país, que poderia atrapalhar o sistema… (Uma sociedade não “agitadora” e ignorante era mais fácil de ser moldada e controlada…).

Por isso, aquando da contestação infantil no final dos anos 60, os costumes e os usos de índole académica cessaram.

Mas mesmo assim, e em particular pela acção do Orfeão Universitário do Porto, as tradições académicas (e nomeadamente a Praxe Académica) não desapareceram de todo do panorama estudantil, embora nessa altura, só praticamente quem pertencesse ao OUP é que poderia usufruir e participar nas tradições académicas, (e particularmente, a Praxe Académica), conciliando assim a sua acção formativa com uma vivência académica mais ou menos rica.

Só no início dos anos 80 é que se retomou esses usos e costumes que já andavam arredados de forma generalizada, havia mais de uma década, muito embora e ironicamente (!), agora a tendência fosse para dispersar a ligação entre os estudantes das diversas faculdades, não só devido ao elevado número dos mesmos, mas também porque os diversos estabelecimentos de E

nsino Superior estão agora desagregados em três pólos, situados em pontos distintos da cidade. Daí que a tendência actual seja a de cada faculdade tentar seguir o seu caminho, não tanto de assumir preponderância face ao resto da Academia, mas mais para tentar diversificar na “própria casa” e cada vez mais, os usos e costumes da tradição académica e vivência estudantil, e em particular, da Praxe Académica. Assim, fruto do esforço para aumentar a divulgação da Praxe Académica e o seu correcto exercício (com base em regras seculares, sendo essa a essência da Praxe: manter a tradição, embora obviamente com adaptações espácio-temporais, mas nunca indo contra as suas regras básicas, como sejam o correcto uso da capa e batina, as condições de exercício da praxe e a sua hierarquia, etc.), surge no início dos anos 90 a Comissão de Praxe da Faculdade de Economia do Porto, pautando a sua actuação com objectivos essenciais, como sejam o incentivo e a implementação dos usos da Praxe Académica, a coordenação das actividades a ela inerentes (como sejam, a Recepção ao Caloiro, as Quintas-Feiras Negras, a Queima das Fitas, etc.), bem como a intensificação de outras formas de convívio e recreação entre todos os elementos desta Faculdade (como sejam a organização de Encontros, Tertúlias, e Jantares de cariz Académico (!) …).

Claro está que este esforço será inglório sem o contributo de toda a gente, desde o reles caloiro ao Excelentíssimo, Meritíssimo, Digníssimo, Sapientíssimo e sempre belo Dux Facultis, pois o sucesso das actividades inerentes à Praxe Académica (em especial nesta faculdade) dependerá muito do interesse e da proporção dos elementos que delas quiserem fazer parte. No seguimento deste processo de “institucionalização” das Tradições Académicas na FEP, surgiu no ano lectivo 96/97 um outro órgão de praxe, não tanto destinado ao exercício da mesma, mas funcionando mais como órgão consultivo: o Conselho de Veteranos. Este órgão, como o seu próprio nome indica, é formado exclusivamente por Veteranos e presidido pelo Dux Facultis. Em termos de hierarquia de Praxe, é o seu órgão máximo. De salientar que para a constituição deste órgão muito contribuiu o legado deixado pelo saudoso Francisco Moura, o nosso primeiro Dux Facultis, a quem prestamos a nossa mais reconhecida homenagem.

Por fim, e sem deixar de agradecer o trabalho de todos, em especial dos elementos que já passaram por esta Comissão de Praxe, dá-se a conhecer hierarquicamente a sua composição actual:

Dux Facultis:

Kali

Veteranos:

Rui Alves, David Pinto, Pedro Sardinha, Eduardo Cardoso, Nuno Fernandes, Tiago Pinto, Jonas Paul, António Salvador, Tiago Vicente, Pedro Guimarães, Miguel Leite, Saúl Ferreira, Paulo Roberto, Rafael Correia, Tiago Veiga Oliveira, Diogo Santos, Tiago Oliveira, Luis Sousa, Luís Costa, Mário Fernandes, Tiago Veríssimo, André Ribeiro.

Terceiranistas:

Alberto Sampaio, Hugo Silva, José Diogo Freitas, Rafael Sousa, Sérgio Ferreira.

 

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